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PROFESSORES SEM TURMA NO IEFP - Correio da manha PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Bernardo Esteves/ Edgar Nascimento   
Segunda, 01 Outubro 2012 16:38

O Governo prepara-se para colocar professores dos quadros com horário-zero (sem turmas atribuídas) e docentes contratados a ensinar na componente-base dos cursos do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O concurso para recrutamento irá decorrer na plataforma informática do Ministério da Educação e Ciência (MEC) e está a gerar contestação dos profissionais que davam esta formação a recibos verdes: temem ser dispensados. O próprio IEFP já tinha assumido, a 6 de Setembro, que estava a estudar o recurso à plataforma electrónica do MEC, podendo recrutar mil professores até final do ano. E numa reunião realizada há uma semana com um grupo de formadores, o presidente do IEFP, Octávio Oliveira, revelou mais detalhes, divulgados no blogue De Ar Lindo.

 


O concurso deverá obedecer aos moldes das contratações de escola, com a graduação profissional a contar 50 por cento e a entrevista outro tanto. Poderão concorrer profissionais com habilitação para a docência, mesmo que não constem das actuais listas de professores do MEC, mas terão prioridade os docentes vinculados à Função Pública e os professores que estejam a receber o subsídio de desemprego. Para João Revez, do Movimento de Formadores Externos do IEFP, os anteriores formadores estão condenados.

DEZ MIL ESTÃO SEM TURMA ATRIBUÍDA

São cerca de dez mil os professores que estão nas escolas sem turma atribuída, mais quatro mil do que no ano passado. O número foi revelado há três semanas pelo Ministério da Educação e Ciência, depois de o secretário de Estado João Casanova de Almeida ter indicado que havia 13 306 professores com horário-zero. A este número, retiram-se os três mil docentes que concorreram a mobilidade interna por doença ou para desempenho de funções noutros organismos.

CONTRATAÇÕES À LUPA

As contratações a nível de oferta de escola continuam, quase um mês após o início das actividades lectivas, a ser contestadas por muitos dos candidatos, que acusam as direcções das escolas de privilegiarem os docentes que já ensinaram nessas mesmas escolas. Para esclarecer o que se está a passar, a Federação Nacional de Educação (FNE) reúne-se hoje com o Ministério da Educação. "Queremos perceber se as regras estão a ser cumpridas e, se tal não acontece, o Ministério deve dar orientações claras às escolas", explicou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva. Sobre as acusações de irregularidades, o dirigente sindical crê que se devem à "pouca prática" dos directores de escola em relação às alterações legislativas. João Dias da Silva acrescentou ainda que a FNE pretende saber quais são as necessidades de recursos humanos de cada escola.

FORMADORES ESTÃO EM RISCO

"Se vão dar prioridade a quem esteja vinculado ao Estado e a quem está no fundo de desemprego, como nós não nos enquadramos em nenhuma situação, estaremos automaticamente fora. É gravíssimo, vamos ser preteridos após tantos anos a colaborar com o IEFP", lamenta João Revez, do Movimento de Formadores Externos do IEFP. Apesar de os professores dos quadros irem ocupar cerca de 60 por cento das vagas, o responsável do movimento considera que "os 40 por cento que sobram são para os formadores da componente tecnológica, em que não se vai mexer, mantendo os actuais".

DISCURSO DIRECTO

"A FORMAÇÃO DUAL DEVE SER VALORIZADA", João Dias da Silva, Sec. Geral Fed. Nac. Educação

Correio da Manhã - Como encara a intenção do Governo de colocar os professores com horário-zero a ensinar nos cursos do Instituto do Emprego e Formação Profissional?

João Dias da Silva - O número de professores sem componente lectiva é muito reduzido. No entanto, parece-nos que esta é uma possibilidade de gestão dos recursos humanos que deve ser articulada entre os ministérios da Educação e da Economia. Mas ainda não conhecemos nenhuma proposta em concreto.

- É uma possibilidade de valorizar o ensino profissional e a formação prática?

- A formação dual, com componente escolar e prática, em articulação com as empresas, deve ser valorizada e é uma área em que se deve investir mais. Deve ser trabalhada tendo em conta as necessidades de formação e de emprego do País.

 

atualizado em Segunda, 01 Outubro 2012 16:43