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Estado poupa 20 milhões ao colocar professores no IEFP PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ana Petronilho Diario Economico   
Segunda, 07 Janeiro 2013 10:26

Para já há 920 vagas mas a tutela de Álvaro Santos Pereira vai abrir novo concurso no início do próximo ano atingindo as 1.100 vagas para professores.
O Estado vai poupar 20 milhões de euros com o concurso do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) que se destina a formadores e professores do básico e secundário com horário zero (sem turma atribuída), segundo fonte oficial do ministério da Economia e do Emprego. O concurso nacional, que termina amanhã, tem, para já, 920 vagas disponíveis para docentes e formadores "devidamente qualificados e certificados" em cursos de aprendizagem dual (cursos profissionais).

 

Fonte oficial da tutela de Álvaro Santos Pereira adiantou ainda ao Diário Económico que vai haver um novo concurso no início do próximo ano com mais 180 vagas. No total, o IEFP vai disponibilizar 1.100 vagas, para as áreas socio-cultural e científica, que podem ser renovadas anualmente, durante três anos.

Até à data, a contratação de professores ou formadores obedecia às regras da contratação pública e era feita de forma directa e autónoma pelos centros de formação do IEFP.
"Este concurso vai fazer o recrutamento de professores e formadores de forma centralizada e vai permitir mobilizar para a formação professores, que pertencem aos quadros do Ministério da Educação, mas estão com horário zero nas escolas, o que permitirá também uma redução da despesa pública", disse o secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins. Além disso, continua o governante, este concurso "vai dar maior estabilidade aos formadores".

Segundo os últimos números disponíveis do Ministério da Educação e Ciência, existem este ano lectivo 1.721 professores com horário zero. São docentes dos quadros da Função Pública que estão colocados nas escolas mas que não estão a dar aulas por não terem turma atribuída. No entanto, estes professores recebem o seu vencimento na totalidade e cumprem o horário de 35 horas semanais a exercer várias tarefas que passam por dar apoio aos alunos ou gerir as bibliotecas das escolas.
Os professores e formadores colocados no IEFP através deste concurso vão ter um horário lectivos de 22 horas semanais acrescidos de mais 13 horas para outras actividades, como estabelecer contacto com as empresas, até perfazerem o horário das 35 horas semanais.

Esta é uma medida que permite cumprir com a meta do Governo de aumentar em 50% o número de jovens, dos 15 aos 24 anos de idade, que frequentam os cursos de aprendizagem dual. Objectivo que "vai implicar um incremento do número de docentes e formadores em ofertas qualificantes", refere o comunicado do IEFP.

Pedro Silva Martins salienta ainda que desde o início deste ano e até ao final de Novembro houve 340 mil pessoas que frequentaram acções de formação "o que representa um aumento de 38% em relação a igual período do ano passado". 
Os sindicatos dos professores vêm o concurso com bons olhos mas dizem que é necessário esclarecimentos em algumas questões. O dirigente da Fenprof, António Avelãs, disse ao Económico que "ser professor não é o mesmo que ser formador" e que "deve continuar a ser assegurado o vínculo ao Ministério da Educação". Opinião partilhada pelo secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, que considera o concurso "uma solução interessante" caso "não exista prejuízo no acompanhamento dos alunos".

 

atualizado em Segunda, 07 Janeiro 2013 14:03